O Espírito do Opus Dei

1. O espírito do Opus Dei O Opus Dei, desde a sua fundação em 1928, difunde a chamada à santidade no trabalho de cada um e no cumprimento das suas obrigações pessoais. “O espírito do Opus Dei tem como característica essencial o facto de não tirar ninguém do seu lugar, mas, pelo contrário, de levar cada um a cumprir os encargos e deveres do seu próprio estado, da sua missão na Igreja e na sociedade civil, com a maior perfeição possível”. Alguns dos traços do espírito do Opus Dei são os seguintes:

2. Filiação divina.- O cristão é filho de Deus em virtude do Baptismo. Esta verdade básica do cristianismo ocupa um lugar fundamental no espírito do Opus Dei, como ensina o seu fundador: “A filiação divina é o fundamento do espírito do Opus Dei”. Por conseguinte, o Opus Dei fomenta a confiança na providência, a simplicidade no relacionamento com Deus, um profundo sentido da dignidade de todo o ser humano e da fraternidade entre os homens, um amor cristão ao mundo e às realidades criadas por Deus, a serenidade e o optimismo.

3. Vida quotidiana.- O cristão pode procurar a santidade através das actividades em que se ocupa. Com palavras do fundador do Opus Dei: “A vida corrente pode ser santa e cheia de Deus”; “o Senhor chama-nos a santificar o trabalho quotidiano, porque aí está também a perfeição do cristão”. Consequências:

  • Transcendência das pequenas coisas. “A santidade «grande» consiste em cumprir os «pequenos deveres» de cada instante”, ensinava o fundador do Opus Dei. Por exemplo, os pormenores de serviço, de boa educação, de respeito pelos outros, de ordem material, de pontualidade, etc.: quando se vivem por amor de Deus, esses pormenores não são irrelevantes para a vida cristã.
  • Entre as realidades correntes a partir das quais um cristão deve edificar a sua santificação contam-se o casamento e a família. “Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas; é uma autêntica vocação sobrenatural”.
  • Santificar o trabalho, santificar-se no trabalho, santificar com o trabalho.

4. Trabalho.- A santificação do trabalho é como que a charneira sobre a qual se apoia a vida do cristão. Santificar o trabalho exige realizá-lo com a maior perfeição humana possível (competência profissional) e com perfeição cristã (por amor à vontade de Deus e em serviço dos homens).

De acordo com o espírito do Opus Dei, o trabalho pode ser santificado e tornar-se caminho de santificação: “ao ser assumido por Cristo, o trabalho apresenta-se-nos como uma realidade redimida e redentora: é, não só o âmbito em que o homem vive, mas também meio e caminho de santidade, realidade santificável e santificadora”. Qualquer trabalho honesto é ocasião de dar glória a Deus e de servir os outros.

“Somos homens da rua, cristãos correntes, metidos na corrente circulatória da sociedade e o Senhor quer-nos santos, apostólicos, precisamente no nosso trabalho profissional, isto é, santificando-nos nesse trabalho, santificando esse trabalho e ajudando os outros a santificarem-se com esse trabalho”.

5. Liberdade.- Os fiéis do Opus Dei são cidadãos que gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos às mesmas obrigações dos outros concidadãos, seus iguais. Na sua actuação política, económica, cultural, etc., decidem com liberdade e responsabilidade pessoais, sem pretender envolver a Igreja nas suas opções nem apresentá-las como as únicas compatíveis com a fé. Esta atitude implica o respeito pela liberdade e pelas opiniões alheias.

6. Vida de oração e de sacrifício.- O espírito do Opus Dei anima a exercitar-se na oração e na penitência como fundamento do empenho em santificar as ocupações do dia a dia. Os fiéis da Prelatura incluem na sua vida a oração, assistência diária à Santa Missa, confissão sacramental, leitura e meditação do Evangelho, a devoção a Nossa Senhora, etc. Para imitar Jesus Cristo, fazem sacrifícios, especialmente aqueles que ajudam a cumprir o dever e a tornar a vida agradável aos outros, etc.

7. Caridade.- Os membros do Opus Dei esforçam-se por dar testemunho da sua fé cristã. Com palavras do fundador: “No trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo”. Este empenho por dar a conhecer Cristo é inseparável do desejo de contribuir para resolver as necessidades materiais e os problemas sociais do seu meio.

8. Unidade de vida.- Amizade com Deus, ocupações quotidianas e empenho apostólico pessoal devem compenetrar-se numa “unidade de vida simples e forte”, expressão habitual do Beato Josemaría. O cristão não deve “ter uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social”. Pelo contrário “há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem que ser -na alma e no corpo- santa e cheia de Deus”.




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